Mariana, 41 anos, sendo 23 desses trabalhando com cozinha. Começou a
estagiar com 18 anos em uma pequena cozinha no Itaim onde a sociedade
paulista disputava a tapa o concorrido salão. Foi ali, que se encantou com o
universo da gastronomia e teve certeza que queria fazer disso sua vida.

Desde pequena foi uma apaixonada por boa comida, estava sempre na barra da
saia da mãe médica mas excelente cozinheira, da avó italiana – matriarca que
cuidava da cozinha da família – e das tias mineiras que fizeram a pequena
Mariana se apaixonar pela cozinha simples no fogão a lenha da fazenda da
família.

Com o estágio na cozinha a chef, autodidata, fez da cozinha uma obsessão:
começou a viajar o mundo e a comer de tudo em todos os lugares por onde
passava. Foram quase três anos de muito aprendizado nesse bistrot e em outras
casas do mesmo grupo. Nesses mesmos anos concluía sua faculdade de
administração hoteleira. Foi essa faculdade que abriu os olhos da chef para sua
grande paixão, a cozinha, porque até então ela queria ser jornalista.

Com o objetivo de ampliar seus horizontes a chef foi trabalhar com o saudoso
restauranter Giancarlo Bolla, e fez dessa experiência um grande intensivo que
a levou a chefiar sua primeira cozinha, a do extinto Leopolldina na Daslu.

Depois de quase 3 anos Mariana embarcou na sua maior aventura: desbravar a
cozinha mediterrânea. Foram muitos anos vivendo na Grécia, viajando por
mais de 200 ilhas, comendo em todos os lugares possíveis e cozinhando nos

mais impossíveis com todo o tipo de gente, de senhorinhas a grandes chefs,
além de viajar por todo o Mediterrâneo, aumentando sua bagagem e seu
conhecimento na área de gastronomia. Além de cozinhar a vida da chef fora
do Brasil permitiu fazer com que ela pudesse estudar sobre o cotidiano da vida
mediterrânea e se tornasse uma expert no assunto. Quando decidiu retornar
para “terras brasilis” a chef tinha em mente colocar em prática tudo o que
havia aprendido nos últimos anos de sua vida, foi aí que nasceu o sonho de
fazer o MYK. Um ano de obra e eis que então nascia o primeiro restaurante
grego contemporâneo do Brasil. A chef trouxe para o MYK sua experiência na
Grécia, tudo o que ela cozinhou e tudo o que ela comeu pelas ilhas cíclades.
Do dia um até hoje, quase 9 anos depois o restaurante continua lotado e
mostra cada vez mais a maturidade da chef na cozinha, que graças a suas
viagens à Grécia esta sempre se atualizando e trazendo tudo o que a Grécia
tem de melhor para seus cardápios.

Sentindo a necessidade de ampliar mais uma vez seus horizontes quando o
MYK completou dois anos a chef decidiu que era o momento de dar mais um
passo na disseminação da cultura grega no Brasil: foi então que surgiu o
Kouzina, restaurante grego de raíz. Enquanto o MYK traz a cozinha das ilhas
com receitas autorais, o Kouzina traz receitas mais simples, muitas delas
baseadas em receitas das yayás, as avós gregas. O Kouzina nasceu para ser a
cozinha grega do bairro e foi com esse intuito que a chef, quase três anos
depois, resolveu começar a expandir, trazendo uma cozinha mais consistente
ainda, que fez com que ela ganhasse o prêmio de Melhor restaurante BOM e
BARATO da revista Veja São Paulo Comer & Beber 2018/19.

Decidida a levar a cozinha grega que tanto ama para todo canto a chef
inaugurou o Fotiá em dezembro de 2018, um grego de receitas mais gregas do
que nunca e com o coração em uma grelha de quatro metros por onde passam
todas as receitas, como a própria chef diz, “a cozinha do Fotiá é temperada
com fogo” e tem receitas que realmente representam a chef. O Fotiá ganhou o
prêmio de melhor restaurante grego em 2019/20 pela Veja Comer e Beber,
categoria essa criada, segundo Arnaldo Lorençato, para premiar o trabalho da

chef em difundir a culinária grega no Brasil.

A chef abriu também o Vulcano em 2019, cozinha baseada em suas raízes
italianas, com receitas do antigo livro de receitas da avó, fazendo um
restaurante inspirado na Magna Grécia. Mas se desligou da sociedade no
começo de 2020 antes da pandemia.

A pandemia não deixou a chef parar: ela começou a fazer delivery em suas
três marcas gregas.

Hoje a chef emprega quase duzentos colaboradores e não pensa em parar, com
novos projetos saindo do forno para o próximo ano sempre valorizando a
cozinha grega e mediterrânea.

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